Tuesday, September 4, 2007

Death Proof I

Ora vamos lá pick the brain of Mister Tarantino… Ele agarrou em dois pormenores fundamentais, que, já havíamos compreendido em filmes anteriores, adora: 1. a riqueza de filmes antigos e a certeza de que o visionamento de muitos filmes, bons e maus, o fizeram evoluir; 2. a força e o poder da mulher, enquanto sexo fraco, ou talvez não… Assim nasce Deathproof.

E assim nasçam mais 500 filmes de Tarantino. Gosto muito de cinema e gosto muito de Tarantino e não acredito que todos os filmes bons tenham que ser chatos, moralistas ou sequencialmente lógicos. E este é um exemplo puro de como um filme com um argumento sem principio, meio e fim pode ser óptimo, enquanto exercício de cinema e enquanto entretenimento. Cinema é diversão e Deathproof diverte-me, in kind of a twisted way, mas diverte-me!

Não sou o género de menina de ir ao cinema e ter medo de filmes de terror ou virar a cara nos momentos maus, confesso que a repetida cena de colisão frontal de que toda a gente fala me divertiu brutalmente, mas vamos falar do filme…


Uma homenagem aos filmes de série Z. Eis o que gosto e o que não gosto. Em primeiro lugar, adorei as imagens icónicas do filme, que se reflectem sobretudo no retrato ao estilo pin up da mais que sensual, sexual, Jungle Júlia, gostei da cena inicial de estrada, que recorda tantos filmes da minha infância e até um pouco o Bonanza na apresentação do genérico. As falhas de continuidade estavam geniais e relembravam o verdadeiro propósito do filme: entretenimento! A passagem de preto e branco para cor está muito interessante, na medida em que numa primeira parte (a preto e branco), o terror adensa-se e a viragem no filme começa com a passagem para cor. Depois, não gostei tanto dos cortes sem sentido, das interrupções de diálogo, simplesmente porque estão forçadas demais, não batem certo com a parafernália que nos remete para o séc. XXI, como os telemóveis modernos.

2 comments:

J O A N A said...

A boquinha do género de menina que não gosta de filmes de terror e vira a cara nas cenas pesadas, era para mim?!
Grande filme, sem dúvida. Pena que a companhia que levei ao cinema não achou o mesmo.
Quando o vemos juntas para comentarmos aqueles deliciosos diálogos entre mulheres? Grande homenagem ao sexo feminino Sr. Tarantino. Ele sabe o que é bom ;)
Love ya!

Lisa said...

pois...é... e eu que não vi... aqui tens uma desculpa pra agarrares em mim e nessa outra que deixou aqui um comment (e que se esqueceu de mim) para reveres tarantinisses... Ninguém melhor que tu pra me escoltares nestas andaças... Luv ya too... (uhm... both).